Seminário discute a implantação do BIM em obras de engenharia

Obrigatória a partir de 2021, a nova metodologia será adotada em licitações para obras públicas

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Outubro, 2020 – Será realizado entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro o seminário “Obras Públicas: BIM Experience”. O evento, que será on-line, irá discutir o Building Information Modelling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção, processo integrado e multidisciplinar baseado em modelo 3D digital que fornece aos profissionais de arquitetura, engenharia e construção ferramentas para planejar e projetar com mais eficiência, construir e gerenciar edifícios e infraestrutura.

O seminário é dirigido a gestores e fiscais de obras; servidores encarregados de licitações,  contratos, recebimento e aprovação de projetos; procuradores e advogados; gerentes de contratos de obras; projetistas e empresas de engenharia consultiva; engenheiros; arquitetos; construtores; auditores e servidores de órgãos de controle interno e externo; gestores públicos em geral; e concessionárias de serviços públicos.

Participantes BIM

Serão quatro dias dedicados ao tema, abrangendo aspectos técnicos, administrativos e jurídicos, com ênfase a cases de sucessos que podem ser replicados em outros órgãos.

Entre os assuntos a serem abordados estão a contratação de obras públicas – da prancheta ao BIM; o BIM na Administração Pública Federal; requisitos para projetos na nova metodologia; implantação do BIM nos órgãos e entidades públicas; licitação e contratação de obras e serviços de engenharia em BIM; contratos para projetos e obras públicas com a nova ferramenta; e cases exitosos de elaboração de projetos e execução de obras com a adoção do BIM.

Promovido pela ConTreinamentos, o seminário conta com a participação do engenheiro civil e advogado Hamilton Bonatto; do engenheiro e consultor Rafael Fernandes; arquiteto e urbanista Sergio Leusin; engenheiro e consultor Rafael Fernandes; engenheiro André Baeta; arquiteto Pedro Moreira, diretor da Tecverde S.A.; arquiteta Silvia Rolim de Moura, da Paraná Edificações; engenheira e arquiteta Isabella Pozzeti Guimarães, da SAC, e Anderson Alvarenga, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

De acordo com o coordenador do evento, o engenheiro e procurador do Estado do Paraná, Hamilton Bonatto, “o BIM Experience se diferencia dos demais eventos porque foram convidados palestrantes com experiência na área, professores que atuam diretamente com o BIM na Administração Pública que, além da teoria, transmitirão sua vivência com essa metodologia revolucionária”. Segundo o coordenador, “esta é uma grande oportunidade de olhar, a partir de quem já vive a experiência do BIM hoje, para um futuro muito próximo das obras públicas no Brasil”.

BIM – o BIM é uma tecnologia relativamente nova e que está se tornando padrão na indústria.

A utilização do Building Information Modeling foi estabelecida pelo governo federal por meio do Decreto 10.306, de 3 de abril de 2020, para a execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia, realizados pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública Federal.

Além de oferecer oportunidade para equipes de construção e consultores maximizarem tempo e dinheiro, o BIM permite o desenvolvimento virtual do projeto na fase de pré-construção, o que irá erradicar a maior parte dos problemas, ineficiências e desperdícios que possam surgir no processo de construção.

Utilizada mundialmente pelo setor da construção civil, a modelagem oferece ainda diversos outros benefícios, como maior transparência e a gestão eficaz de recursos públicos, redução de custos para a administração pública e melhorias expressivas na qualidade técnica dos projetos e obras.

A implementação da nova ferramenta se dará de forma gradual. A primeira fase será a partir de 1º de janeiro de 2021, sendo o BIM utilizado no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia, referentes a construções novas, ampliações ou reabilitações. A segunda fase será a partir de 1º de janeiro de 2024. Nela, o BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de projetos de arquitetura e engenharia e na gestão de obras, referentes a construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações. Já a terceira fase será a partir de 1º de janeiro de 2028.

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