Sem dinheiro candidatos prometem o que não tem

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Eleições Rio 2016 

Setembro, 2016 – A bonança de outras eleições acabou e sem dinheiro de empresas privadas, muitos candidatos à prefeitura do Rio estão de cabelo em pé. Num futuro incerto para economia da cidade, prometer o que não tem, passou a ser a senha para conquistar votos dos eleitores. No Rio, Marcelo Crivella(PRB) para ganhar se uniu a Garotinho e a Rodrigo Bethlem, o primeiro com alta margem de rejeição no estado do Rio e o segundo, foi afastado do governo Paes por acusações de corrupção. Crivella, ainda promete não proibir a Parada Gay e fazer parcerias com escolas de Samba.

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Pesquisa DataFolha – 22/09/16  

1ºMarcelo Crivella (PRB) – 31%; 2ºMarcelo Freixo (PSOL) – 10%; 3ºJandira Feghali (PC do B): 9% ;4º Pedro Paulo (PMDB): 9%; 5º Flávio Bolsonaro (PSC): 7%; 6º Indio da Costa (PSD): 6%; 7º Osório (PSDB): 4%; 8º Alessandro Molon (Rede): 2%; 9º Cyro Garcia (PSTU): 1% ; 10º Carmen Migueles (Novo): 0% (foi citada, mas não alcançou 1%);Thelma Bastos (PCO): 0% (não foi citada); Branco/nulo: 15%; Não sabe/não respondeu: 6%

Marcelo Freixo(PSOL) tem uma simpatia enorme e reconhecimento do seu trabalho. Entretanto, essa simpatia é baseada em jovens da classe média universitária, dos bairros ricos da zona sul e da zona norte. Apesar do candidato se esforçar ao máximo para se aproximar dos mais pobres, em especial, dos moradores das comunidades da zona oeste(parte mais pobre da cidade), estacionou nas pesquisas.  Milícias também é uma barreira grave para Freixo. Na sua base central da sua campanha, tem o lema: O Rio mais democrático e humilde.

Jandira Feghali(PCdoB), conta com a ajuda de Dilma e Lula para alavancar sua campanha. Entretanto, com a crise política que se instalou no Brasil e afetou diretamente o PT, Jandira tem uma tarefa complicada para destravar o problema da Lava Jato, que está associado ao governo Lula e Dilma. A candidata promete construir mais casas populares em áreas centrais da cidade.

Pedro Paulo (PMDB), não decola e junto com Paes, estão com rejeição alta, há duas semanas para o final das eleições, aliados e partidários de Pedro Paulo estão pulando fora do barco por falta de recursos e simpatia do candidato. Ainda, Pedro Paulo, tem o fantasma da agressão sofrida pela ex-mulher, no qual o candidato é acusado. De promessa, o candidato disse que vai fazer o estádio Flamengo e construir mais escolas e creches.

Molon(Rede), outro candidato da esquerda que errou o tempo. Poderia ter se lançado candidato há mais tempo. O candidato, mesmo com um discurso coerente ao momento político atual, com muitas críticas ao prefeito Paes, por focar sua administração nos benefícios para empresas de ônibus, mercado imobiliário, e outros setores privados, deixando de lado, os mais pobres. O candidato defende a parceria de parcerias públicas privadas (PPPs) para alguns casos especiais e de acordo a necessidade do munícipio.  

Flávio Bolsonaro(PSC) representa um grupo oriundo da ditadura militar.  O candidato, não apresenta coerência com seus discursos e tem a sombra do pai, Jair Bolsonaro, um defensor do General Ustra, condenado na época da ditadura militar por crimes e violências. A principal bandeira do candidato é armar a Guarda Municipal. Carlos Osório(PSDB), com a frase Não sou político profissional, pretende crescer nas pesquisas. Até agora, não rendeu resultados nas pesquisas eleitorais, mesmo assim, Osório, acredita ganhar a eleição para prefeitura do Rio. De promessa Osório pretende acabar com indústria de multas, no trânsito.

Por fim, candidatos como o Cyro Garcia(PSTU), com o tradicional dizer: Contra Burgês, vote 16.Marca presença no cenário político nacional como a esquerda da esquerda. Thelma Bastos(PCO), segue na linha da nova militância politica.  Em suma, as eleições deste ano será decidida em que errar menos e fazer mais.

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