Resultado de leilão de aeroportos comprova papel estratégico do programa de concessões à iniciativa privada, diz CNI

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Ágio de 93,7% mostra que Brasil apresenta projetos de infraestrutura estrutura atrativos para o investidor e que um amplo programa de concessões é essencial para a retomada do crescimento da economia

AEROORTOS
Leilão dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza teve ágio de 93,7%. Créditos: JCC

Março, 2017 – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia como positiva a rodada de leilões realizada nesta quinta-feira (16) para a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza. Os valores pagos a título de outorga, com ágio de 93,7% em relação ao montante mínimo de R$ 753,5 milhões, são um sinal claro da atratividade da infraestrutura brasileira para um amplo plano de concessões. A CNI considera imprescindível para a retomada da economia brasileira o aumento da participação do setor privado nos investimentos e na gestão de grandes empreendimentos, como os aeroportos hoje leiloados.

Para a CNI, o resultado do leilão mostra a acertada decisão de não obrigar a Infraero a participar como sócia dos consórcios que vão gerir os aeroportos. Tal postura, contudo, deve ser seguida de um planejamento de longo prazo para o sistema aeroviário nacional. “Um planejamento de médio e longo prazos e o envolvimento de novos agentes no processo de concessão aumenta a atratividade dos empreendimentos e melhora a qualidade dos serviços de infraestrutura”, destaca o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso.

Atualmente, seis grandes aeroportos brasileiros já são geridos por grupos privados: Guarulhos (SP), Brasília (DF), Galeão (RJ), Confins (MG), Campinas (SP) e Natal (RN). A concessão destes terminais trouxe um avanço significativo para a gestão e a expansão da infraestrutura aeroportuária. Com administração empresarial, os terminais concedidos terão melhores condições para planejar  e adequar as estruturas  à crescente demanda de passageiros e cargas nos próximos anos.

Com as quatro novas concessões, 53,8% dos aeroportos em quantidade de passageiros estão sob a responsabilidade da iniciativa privada, o que representa 51,7 milhões de passageiros/ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Fonte: CNI 

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