Resende inicia a implantação do seu Parque Tecnológico

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Projeto é uma parceria entre a Prefeitura e a UERJ e conta com apoio de empresas da região

Junho, 2016 – Resende deu o passo inicial para a implantação de um Parque Tecnológico que irá beneficiar não só ao município, mas a Região das Agulhas Negras. O projeto, denominado “Parque Tecnológico Sul Fluminense (RIOSULTEC)”, elaborado pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Tecnologia e Serviços, foi aprovado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), que abriu edital com esta finalidade em 2015.

OK Parceria Prefeitura e UERJ Parque Tecnológico - Foto Jorge Trindade
Parceria Prefeitura e UERJ Parque Tecnológico – Foto Jorge Trindade.

De acordo com o secretário da pasta, Jayme Muniz, a Prefeitura conseguiu o apoio da maioria das empresas e entidades instaladas na região e das demais prefeituras, que emitiram cartas de apoio ao projeto, dando o aval necessário para que o parque se torne uma realidade.

– Nós visitamos todas as empresas explicando a importância de termos em nossa região um Parque Tecnológico e obtivemos o apoio necessário. A UERJ dispõe de uma área de 100 mil metros quadrados para a criação desse parque, que permitirá às empresas instaladas em nossa região realizarem suas pesquisas com um custo operacional baixo. Além disso, podemos atrair novas empresas para desenvolverem suas pesquisas no parque, o que representa um aporte considerável de recursos – explicou Jayme Muniz, destacando que em contrapartida, a Prefeitura está se comprometendo a melhorar o acesso à universidade, instalada na entrada no Polo Industrial de Resende.

Segundo o professor Luiz Carlos Cordeiro Júnior e a professora Carin von Mühlen, que juntos integram o Centro de Desenvolvimento e Inovação Tecnológico (CDIT) da UERJ, são várias as vantagens de um parque tecnológico como a possibilidade de parceria entre a universidade e empresas para a instalação e uso de laboratórios compartilhados para pesquisas científicas, desenvolvimento de tecnologia e inovação; desenvolvimento de incubadoras de empresas e novos negócios – sendo que a UERJ já dispõe hoje de uma incubadora de empresas.

Além disso, a UERJ dispõe também de uma área adequada e com infraestrutura para atividades conjuntas, serviços de apoio às atividades do parque, como serviços jurídicos especializados e serviços integrados com as entidades de classe empresarial, entre outras.

Luiz Carlos explicou que o valor do projeto submetido à aprovação é de R$ 2 milhões – valor que será analisado pela FAPERJ a fim de determinar o montante do recurso a ser liberado. Inicialmente serão implantadas duas atividades específicas para serem desenvolvidas ao longo de dois anos na UERJ.

A primeira é um Centro das Águas, que terá foco na sustentabilidade e permitirá, entre outras coisas, a análise da portabilidade da água, podendo atender tanto as empresas quanto a comunidade, que atualmente têm que contratar o serviço fora. O segundo é um Centro de Durabilidade Avançada, com o objetivo de desenvolver testes de pequenos componentes e análises mecânicas, podendo atender principalmente às indústrias automotivas.

A expectativa da UERJ e da Prefeitura é que ao final desses dois anos a FAPERJ libere um aporte de recurso maior para a conclusão da implantação do Parque Tecnológico, que são definidos pela Fundação como “complexos organizacionais de caráter científico e tecnológico, estruturados de forma planejada, concentrada e cooperativa, que agregam empresas com produções que se fundamentam em pesquisas tecnológicas e que sejam promotoras da cultura da inovação, da competitividade industrial e da maior capacitação empresarial, com vistas ao incremento da geração de riqueza ou inclusão social, dentro da Lei de Inovação/RJ – 5.361/2008”.

Fonte: ASCOM/Prefeitura de Resende-RJ

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