Protesto em defesa da CEDAE leva milhares de manifestantes para porta do BNDES

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Brasil

Da Redação

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Rio, Setembro, 2016 – Na tarde da última terça feira (06), cerca de 15 mil trabalhadores ocuparam a frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), no Rio, para protestarem contra a decisão do governador em exercício, Francisco Dornelles de vender a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE). A medida faz parte do plano de Parceria Pública de Investimentos (PPI), do Governo Federal que resolveu incluir a empresa no plano de privatizações, que está em desenvolvimento pelo BNDES e pelo secretário executivo do Programa de Parceria Pública de Investimentos, Moreira Franco.

Para os 4 mil trabalhadores da CEDAE esta medida vai contra os princípios trabalhistas dos funcionários da companhia e também prejudicará imediatamente, os moradores das comunidades mais pobres da cidade e da Baixada Fluminense, que por falta de recursos financeiros, não pagam o serviço de água. Durante todo o ato, manifestantes de várias partes do estado do Rio gritavam: FORA TEMER, Moreira Franco, e direção do BNDES

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De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente do Estado Rio de Janeiro (Sintsama-RJ), a privatização será boa só para as empresas que quiserem investir nas áreas nobres, como: Barra, Zona Sul e Centro, na Baixada Fluminense e Zona Oeste, o serviço continuará ruim e caro.

Humberto Lemos, presidente do Sintsama-RJ, diz: “A empresa hoje está saneada e, é, a maior empresa de investimento em saneamento público do Brasil. Por essa questão, ela não se enquadra dentro da PPP. Então, faço a pergunta, porque vender? Para dá mais dinheiro para políticos e empresários corruptos”, comentou Humberto Lemos.  

Já Geter Thomás,41, Instalador de Água da CEDAE, morador de Campo Grande, que viu sua conta de água neste mês subir de R$ 80,00 para R$ 120,00, após a empresa concessionária Foz Águas 5 assumir o tratamento de saneamento e esgoto na Área de Planejamento AP 5, Zona Oeste, numa parceria com a prefeitura do Rio, fala:

“Privatizar a empresa é prejuízo para os mais pobres. O serviço de água nas comunidades será reduzido. A CEDAE dá lucro para o estado e não prejuízo, não pode ser vendida. Só de depósito, a CEDAE faz todo mês para o estado cerca de R$ 60 milhões. Vimos o excelente trabalho durante os Jogos Olímpicos aqui no Rio, com 1 milhão de pessoas na cidade, a CEDAE atendeu muito bem. Não teve falta de água”, disse o funcionário.

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