Perspectiva sobre preço do aço brasileiro enfraquece em setembro

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Setembro, 2021 – A pesquisa mensal de sentimento do mercado realizada pela S&P Global Platts mostra que os participantes do mercado siderúrgico brasileiro esperam por estabilidade ou leve contração dos preços domésticos do aço acabado em setembro, bem como visualizam uma queda adicional dos preços das matérias-primas do aço.

Na pesquisa com produtores, distribuidores, traders e consumidores finais brasileiros, o índice de evolução do preço do aço acabado caiu de 56,8 em agosto para 46,5 em setembro, indicando uma possível redução dos preços.

Pesquisa Platts – Perspectiva sobre preço do aço brasileiro enfraquece em setembro. Divulgação

O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos. Os dados acima desse valor indicam aumento, e abaixo indicam queda na comparação com o mês anterior. Uma leitura de 50 significa estabilidade.

Os distribuidores de aços planos foram os menos otimistas com relação aos preços do aço, com índice de 41,6 para setembro, uma queda de 22,7 pontos em relação a agosto.

“A oferta melhorou e estamos esperando alguns descontos, uma vez que a maioria dos distribuidores tem bons estoques e, portanto, reduzirão os volumes de compras”, disse um distribuidor.

A maior parte dos consumidores de aços longos preveem estabilidade nos preços durante o mês de setembro, com o índice entre esses respondentes em 50, em comparação com 60,7 pontos em agosto.

No entanto, um consumidor disse que há uma contínua escassez de aços especiais no mercado, sobretudo para alguns tipos de fio-máquina. “Ainda prevemos potenciais aumentos de preços para materiais desse tipo”, acrescentou.

A perspectiva de preço para a matéria-prima do aço caiu 17,6 pontos, de 57,3 em agosto para 39,6 em setembro, influenciada principalmente pelas tendências internacionais e pelos cortes de preços na sucata ferrosa nacional, iniciados em agosto.

Os respondentes das usinas siderúrgicas mostraram visão notavelmente firme sobre a correção dos preços das matérias-primas, diante de um índice de 30 pontos.

“A redução dos preços da sucata vai prosseguir, já que faz parte da nossa estratégia de gerenciamento de custos”, disse um produtor de aços longos.

Em agosto, as usinas brasileiras reduziram os preços da sucata de obsolescência em R$ 150-300/t, citando os altos níveis dos estoques, enquanto os recicladores ficam  à mercê do mercado interno, em meio a impossibilidade de exportar.

“Não há contêineres no mercado,” explica um reciclador.Quedas adicionais de R$ 100-150/t foram anunciadas para compras já no início de setembro, disseram fontes.

Quanto à produção de aço acabado, os respondentes, em geral, demostraram menos confiança em um aumento na oferta. O índice recuou 2,2 pontos para 57,7 em setembro.

No entanto, com uma visão contrária, as usinas indicaram uma perspectiva de aumento da produção, com índice de 65.

“Haverá aumento na produção de aço acabado em setembro, em decorrência de uma parada programada de manutenção acontecida em agosto,” disse um respondente de usina.

Finalmente, os níveis de estoque do aço acabado chegaram a 58,6, praticamente inalterados em relação ao índice de 58,8 registrado em agosto. Os distribuidores, tanto de aços planos quanto de aços longos, preveem níveis de estoques estáveis em setembro, com índices de 54 e 50, respectivamente.

Entretanto, entre os respondentes que se identificaram como traders, pontuou-se uma perspectiva de potenciais aumentos de estoques no mercado, refletindo em um índice de 60 pontos, “uma vez que grandes lotes de importação estão chegando”, disse um deles.

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