Perigo: Problemas em estrutura causa desabamento da marquise no Jardins

O IBI Brasil explica porque aconteceu a queda e como poderia ser evitada

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Dezembro, 2019 – O desabamento da marquise de um prédio nos Jardins, zona sul de São Paulo, tem como principal suspeita do acidente o sobrepeso devido a obras recentes de impermeabilização, em que o “cimento novo foi colocado por cima da manta antiga”. Em nota, o IBI Brasil — Instituto Brasileiro de Impermeabilização aponta que o erro também pode ter sido uma falha da impermeabilização.

Segundo a matéria divulgada no jornal “O Estado de São Paulo” no dia 14 de novembro de 2019, os especialistas apontaram que a queda aconteceu por cisalhamento — quando a laje desaba por completa. Em tese, isso ocorre quando há infiltrações presentes na estrutura e, consequentemente, oxidação do ferro.

Engenheiros e especialistas em recuperação estrutural afirmaram que a ferragem exposta seria adequada para uma laje com revestimento entre 2,5 cm e 3 cm. Enquanto a marquise aparentava ter cerca de 10 cm de espessura de argamassa.
Em resposta, o IBI Brasil aponta que a causa da corrosão da armadura pode ser uma falha da impermeabilização durante a nova obra de manutenção, já que o edifício não aparentava sinais de infiltração. Por outro lado, houve o reforma do piso da marquise trouxe uma carga excessiva que não estava calculado.

As obras de impermeabilização devem, antes de tudo, serem avaliadas por consultores ou projetistas especializados em impermeabilização para verificar e apontar as necessidades de cada estrutura. É importante ressaltar que para a manutenção da impermeabilização, o substrato antigo deve ser removido para que o novo cumpra seu melhor desempenho e para casos como este não haja sobrepeso vindo a colapsar a estrutura.

Apontamos alguns problemas existentes nestas e noutras estruturas que denominamos de “patologias”. As patologias são decorrentes de diversas causas como:

• Sobrecargas excessivas ou concentração de tensões;
• Movimentação da estrutura provocada por variações térmicas e higroscópicas;
• Deformabilidade excessiva;
• Corrosão;
• Incêndio.

Fonte: Imprensa/IBI

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