Para ferrar a economia, governo federal autoriza aumento de 52% na conta de luz

Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL já vale a partir do dia 1º de julho de 2021

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Junho, 2021 – Da indústria ao comércio varejista, passando  pelo principal prejudicado: o cidadão, a gritaria é geral. Tudo isso, em decorrência do aumento de 52% na conta de luz, com a inclusão das bandeiras vermelhas. No dia a dia essa medida adotada pelo governo irá refletir rapidamente na subida dos preços, de serviços diversos, alimentos e demais  produtos do cotidiano. Outro impacto desta resolução da ANEEL pressionará a Inflação é possivelmente o resultado do PIB deste ano.

De acordo com a ANEEL está medida visa evitar o apagão energético  por falta de chuvas nos reservatórios hídricos desde 2020.  ” A diretoria da ANEEL decidiu novos valores para as outras bandeiras. A amarela será de R$ 1,874 a cada 100 kWh; a vermelha patamar 1, de R$ 3,971 a cada 100 kWh; e a vermelha patamar 2, de R$ 9,492 a cada 100 kWh.

O valor deliberado pela Diretoria Colegiada da ANEEL para a bandeira vermelha patamar 2 contempla os custos de geração de energia elétrica decorrentes da conjuntura hidrológica de exceção vivenciada neste momento, a pior desde 1931, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). Uma nova consulta pública será aberta nos próximos dias para avaliação do valor da bandeira tarifária patamar 2.” 

Outro fato que chama atenção –  é que os técnicos da ANEEL tentaram um aumento de 80% na conta de luz e não os 52% autorizados na última terça (29). Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, prejudica o consumidor diretamente. Clauber Leite, especialista em Energia do Idec, comenta: “Todos os custos da ineficiência do setor estão sendo repassados para o consumidor, a parte mais vulnerável nessa relação jurídica”, afirma Clauber. 

Na casa do carioca Francisco Bezerra de Lima,  servente de obras, pai de três filhos pequenos, o momento é delicado: ” Ganho mensalmente R$ 2.150,00. Pagar conta de luz acima de R$ 150,00 é um absurdo. Já que tenho que comprar comida – tudo caro, carne, arroz, leite e feijão, pagar transporte para ir até o centro-RJ e ainda, minha esposa depende de ajuda médica”, finaliza Francisco.

 

 

 

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