Modernização é alternativa à espera por ações do governo, aponta o Termômetro da ABRAMAT

Apesar de esperar bom faturamento no atual e próximo mês, setor segue indiferente ao governo e busca maior autonomia

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Outubro, 2019A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nessa segunda-feira, 30, a nova edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção. A pesquisa indica avaliação positiva sobre as vendas em setembro, expectativa que se mantém para outubro, assim como um aumento na pretensão de investimentos no médio prazo. Por outro lado, a pesquisa também destaca o aumento do pessimismo com as ações de governo e a redução no nível de utilização da capacidade instalada.

O termômetro da ABRAMAT informa que para 50% das empresas associadas à ABRAMAT o faturamento no mês de setembro foi considerado “bom”. Para 42% o período apresentou regularidade e apenas as demais 8% avaliaram o desempenho como “ruim”. Os números se mantêm quando as empresas foram questionadas sobre a expectativa para o faturamento no mês seguinte, outubro. 50% preveem um mês bom, 46 % apostam em período regular e as demais 4% vislumbram um mês ruim.

A expectativa por um segundo semestre positivo vem se reforçando nos primeiros meses do período. O índice da ABRAMAT indicou crescimento em julho e agosto, enquanto o termômetro desse mês indica tendência de manutenção do aquecimento do mercado de materiais de construção, atualmente impulsionado principalmente pelas vendas no varejo.

O resultado mais positivo, contudo, não é atribuído necessariamente às ações do governo pelas associadas. A maioria (59%) se mostra indiferente, enquanto 27% das empresas manifestaram otimismo sobre as ações do governo, e 19% pessimismo. Também nota-se que, como reflexo de alta no estoque apontado por estudo elaborado pelo IBGE, em setembro de 2019 caiu o nível de utilização da capacidade instalada para 69%, um dos menores nos últimos 12 meses.

O cenário de indiferença às ações governamentais pode ser entendido como motivador do aumento de preensão de investimento no médio prazo. Com alta que elevou o total de empresas associadas com planos para investir, seja em expansão a capacidade, seja em modernização dos meios de produção, a 73%.

“A expectativa pela necessária conclusão das reformas estruturantes encontra a compreensão da necessidade de, enquanto setor, buscarmos por nossos próprios esforços a melhora do ambiente de negócios. Em momento decisivo para a implementação da indústria 4.0 no país, a ABRAMAT trabalha pela rápida adaptação da indústria de materiais de construção e o termômetro indica maior conscientização do setor, o que considero fundamental”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.

Fonte: Imprensa/ABRAMAT

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