Miami é logo ali, com segurança, limpeza e sol tem sido a praia dos brasileiros.

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Por Severian Rocha 

O momento no Brasil pede cautela e paciência. A economia não anda bem, a insegurança afeta a todos, o clima de não saber o que vai acontecer daqui pra frente reina nas terras brasileiras. Nem mesmo com a aproximação dos Jogos Olímpicos, no Rio, em agosto, tem animado a população carioca e o Brasil, não há descontração suficiente para vibrar com o maior evento esportivo mundial, que são as Olimpíadas.

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Champions Gate.

Num caminho contrário, na busca de oportunidades e tranquilidade, brasileiros estão migrando para países diferentes. Da Ásia aos EUA parece ser o caminho para alguns nobres afortunados do Brasil que podem trocar momento de instabilidade econômica e a falta de segurança em várias cidades, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife entre outras por destinos mais estáveis e seguro.    

Neste cenário, Miami se destaca. A cidade americana campeã entre os brasileiros. Além de linda e encantadora, a cidade é também nova em progressão, tem muito que desenvolver e com um potencial enorme. Um lugar fantástico para visitar ou morar, com estrutura, segurança, limpeza e organização.

Para confirmar esta preferência dos brasileiros por morar em Miami, o Jornal da Construção Civil, conversou com o sócio da empresa Elite International Realty, Léo Ickowicz, que atua no setor imobiliário da região americana há 26 anos.

JCC – Fale para nós um pouco da história da Elite Internacional Realty? Vocês são dois cariocas?

Léo Ickowicz – Na verdade, somos paulistas, mas eu fui fazer um mestrado de planejamento urbano no Rio e lá fiquei. Daniel nasceu em SP, mas foi bebê para o Rio. Eu atuava na área de turismo no Rio e vendi a empresa a um grupo. Tirei um sabático em 1990, em Miami. E estamos aqui até hoje.

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Léo Ickowicz, sócio Elite International Realty.

JCC – Por que EUA? E Miami?

Leo Ickowicz– Como atuávamos em turismo, tínhamos muita ligação com a Flórida e o ano sabático serviria para internacionalizar os filhos e para eles aprenderem inglês. Ficamos tão internacionalizados, que estamos em Miami  até hoje, há quase 26 anos.

JCC – Em 2008, o setor imobiliário americano atravessou uma crise enorme. Hoje, o que mudou? As seguranças jurídica e financeira estão mais rígidas?

Leo Ickowicz- Na verdade, foi uma crise pontual, que teve enormes reflexos na economia mundial. Bancos davam empréstimos muito facilmente, sem nenhuma avaliação e formou-se uma bola de neve que estourou. Formavam pacotes de empréstimos e vendiam pelo mundo a diversos fundos e entidades financeiras. Hoje, os critérios são extremamente rígidos, fomos a um oposto na avaliação dos pretendentes a empréstimos. Mas para quem tem a renda suficiente e pode mostrar de maneira clara seus rendimentos não há problema em obter 60 % financiado a 4,5 % ao ano.

JCC – Vocês acham algo parecido com a crise atual brasileira? Que tem afetado vários setores econômicos?

Léo Ickowicz – A crise atual é completamente diferente. No Brasil, temos uma enorme crise de credibilidade e de má gestão financeira dos últimos governos, que criou esta instabilidade econômica e política. Sem falar nos elevados níveis de corrupção, que estão tendo consequências catastróficas e ainda não totalmente identificadas na economia do Brasil.

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Champions Gate.

JCC – Seus clientes são só brasileiros? Qual é o perfil do brasileiro que compra uma casa em Miami?

Léo Ickowicz – Eu diria que 65% de nossa clientela é brasileira, um grande volume. Há vários perfis de compradores: pessoas que estão na faixa dos 60 anos, semi-aposentadas que passam períodos aqui, jovens casais com filhos pequenos ou adolescentes que fogem da instabilidade e violência do Brasil e querem dar uma melhor perspectiva de futuro aos filhos. Temos visto nos últimos dois anos níveis de imigração nunca antes vistos e com perfis completamente diferentes do passado.

Antes vinham sem preparo e sem grandes recursos para investir, pessoas buscando uma nova perspectiva de vida. Hoje, são pessoas com bom poder aquisitivo que vem buscar um futuro melhor para a família. Ninguém está pegando a mala e vindo embora.

O pessoal vem após fazer uma análise profunda da melhor maneira de emigrar e adaptar os filhos.

Finalmente e não menos importante, são pessoas que compram casas de férias e vem pelo menos quatro vezes ao ano, em períodos curtos e mais longos nas férias escolares.

E nas férias até colocam os filhos em Sumer Camps, para que aprendam inglês e um monte de outras coisas, como tênis, futebol, mergulho, etc.

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Regalia.

JCC – Podemos dizer ainda que é mais vantajoso “comprar” uma casa em Miami do que em cidades como São Paulo e Rio? Ou depende do cliente?

Léo Ickowicz – São coisas bem diferentes. A compra em Miami já e uma dolarização de investimento. Note que muita gente comprou imóveis entre 2010 e 2015 com dólar bem abaixo do valor de hoje. Valorizou o dólar e o imóvel também foi valorizado. A médio e longo prazos este é o modelo.

Imóveis têm momentos de alta e baixa, mas   pensando em médio prazo, investir em imóveis nos EUA é uma ótima opção. Ninguém faz seu primeiro investimento imobiliário aqui. O que vemos e diversificação de investimento, ou seja, tem seu imóvel no Brasil e diversifica o investimento em Miami.

JCC – Algum projeto de futuro no Brasil?

Léo Ickowicz – O Brasil está muito incerto para projetos futuros.

JCC – Mensagem da Empresa?

Léo Ickowicz – Nossa mensagem é que os Estados Unidos continuam sendo um país bem aberto a receber imigrantes, desde que venham da maneira correta, E qual é a maneira? Criar empregos… Portanto, quem tem recursos não tem nenhum problema de encontrar o canal certo para imigrar. E analisando o mundo, é um lugar seguro para investir em imóveis.

 

 

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