Metade dos pequenos empreendedores tem ensino superior no Brasil

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Pesquisa da iZettle revela que categoria é formada, majoritariamente, por empresas de até duas pessoas, predominantemente no segmento de serviços

Maio, 2017 – Pesquisa encomendada pela  iZettle, empresa sueca que está reinventando soluções de pagamentos e serviços financeiros, aponta que 49% dos empreendedores brasileiros possuem ensino superior completo (dos quais 18% têm pós-graduação ou doutorado) e 17% possuem formação técnica. Dentre o grupo pesquisado, 62% são do sexo masculino e 59% têm entre 25 e 44 anos. O estudo, realizado pela Instituto QualiBest, com 831 entrevistas presenciais e online, nas cinco regiões do Brasil, teve como objetivo traçar o perfil e investigar os principais desafios dos pequenos empreendedores, com ênfase na categoria MEI (Microempreendedor Individual).

O elevado grau de escolaridade dos respondentes da pesquisa pode ser visto como um reflexo da crise que o Brasil enfrenta nos últimos anos. “Muitos profissionais que tinham uma carreira bem estabelecida no varejo e na indústria, dois dos setores mais atingidos pela recessão, perderam os empregos e usaram sua expertise para abrir o próprio negócio”, pondera Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil. “Como efeito colateral positivo, a formação desses profissionais pode resultar na geração de uma safra de novos negócios com mais potencial para sobreviver e se desenvolver no longo prazo”, analisa Bergman.

A categoria de Microempreendedores Individuais (MEI), que já soma mais de 6,5 milhões de participantes, destaca-se como a grande impulsionadora do empreendedorismo no Brasil atual: 50% dos entrevistados têm faturamento de até R$ 60 mil por ano, teto da categoria MEI. Entre eles, 21% faturam menos de R$ 15 mil; 12% entre R$ 15 e R$ 30 mil; 9% estão na faixa de R$ 30 a R$ 40 mil; e 8% entre R$ 40 e R$ 60 mil.

Áreas de atuação

Seguindo as tendências internacionais de empreendedorismo, o setor de serviços se destaca no Brasil: 42% dos empreendedores se encaixam nesse segmento, sendo que cerca de 25% trabalham com serviços ou consultoria de tecnologia da informação. Em seguida, estão os serviços de contabilidade ou jurídicos empatados com reparos domésticos ou automotivos, ambos com 12% da fatia. Depois, vem educação e serviços pessoais (ambos também com 7%) e assessoria no geral (5%).

O varejo é o segundo maior segmento, com 18% das menções – destaque para vestuário e acessórios, área de 39% dos varejistas. O próximo setor mais citado é o de alimentos, bebidas e hotelaria, com 15%. Dentro dessa categoria, cafeterias, restaurantes ou padarias representam 33% do bolo, e os serviços de buffet, 20%. Saúde e beleza aparece em terceiro lugar entre os segmentos, com 10% das menções, onde 40% são representados por cabeleireiros, barbeiros e SPA. Por último, está a categoria de lazer e entretenimento com 9%, quase a metade deles, 44%, com foco em artesanato.

Pagamentos com cartão

Em relação aos meios de pagamentos, a maioria (53%) dos entrevistados aceita pagamentos com cartão. Com metodologia de múltipla escolha, 61% dos respondentes apontaram a importância de oferecer mais opções para os clientes, 53% elencaram a praticidade e 43%, a segurança. Depois disso, os motivos mais citados para venderem com cartão são a tecnologia (36%), o grande volume de vendas perdidas (31%), o fato de concorrentes já oferecerem essa forma de pagamento (20%), evitar calotes (10%), influência de propagandas na TV (7%) e indicação de amigos (5%).

Entre os que não aceitam cartão como meio de pagamento (47%), a maioria é autônoma sem registro (66%) e justifica que os clientes não efetuam pagamentos dessa forma (34%) ou que o negócio ainda é novo (20%). O aluguel caro das máquinas e as altas taxas de transações são apontados como barreiras por 33% dos entrevistados que não aceitam cartões. “Esses questionamentos já tinham sido mapeados pela iZettle em 2013, quando chegamos ao Brasil. Por isso mesmo, acabamos com a cobrança do aluguel pelo máquina e introduzimos o pagamento em 2 dias, minimizando o impacto das taxas no capital de giro dos empreendedores”, explica Bergman.

As únicas taxas são proporcionais ao valor das transações: 2,39% no débito, 4,99% no crédito e 1,99% por parcela (é possível fazer simulações de valores na Calculadora de Taxas disponível no site www.izettle.com.br). Com o custo atual de 12X de R$ 19,90 e cadastro disponível até mesmo apenas com um CPF, é fácil adquirir o Maquinão da iZettle.

“Ao mesmo tempo em que as pessoas estão deixando de ter dinheiro na carteira, muitos relutam em aderir à aceitação de cartões. Acredito que isso se deva, muitas vezes, à falta de informação sobre as taxas versus o potencial de aumento de vendas. A iZettle mirou nesse cenário para ajudar o pequeno empreendedor a aceitar os pagamentos: clareza nas taxas aplicadas e oferta de serviços gratuitos de gestão de negócios complementares à máquina de cartão”, finaliza Bergman.

Para mais informações acesse: www.izettle.com.br

 

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