Juros e falta de linhas adequadas afetam crédito para Micro e Pequenas indústrias

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Apenas 7% do total das MPIs conseguiu capital extra de bancos

São Paulo, Outubro, 2017 – A 54ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, aponta que, em julho de 2017, 12% das micro e pequenas indústrias realizaram consultas sobre financiamento ou empréstimo, porém, apenas 56% destas (7% do total da categoria econômica) tiveram acesso a crédito.

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“A taxa de juros aparece como a principal dificuldade para 42% dos dirigentes da categoria econômica obterem créditos”, lembra o presidente do Simpi, Joseph Couri. Na sequência, aparecem à falta de linhas de crédito adequadas para ao tamanho do seu negócio (22%), garantias exigidas por bancos e instituições (13%), restrições por causa de outras dívidas (13%) e prazo para pagamento (2%).

A parcela de empresas que tomou empréstimo para renegociar ou pagar dívidas oscilou de 9% para 8% entre julho e agosto. Há também 6% que tomou empréstimo para pagar despesas, 5% para pagar fornecedores, 4% para realizar investimentos, e 6% para obter capital de giro.

Ainda na área financeira, a inadimplência continua sendo um grande problema para as MPI’s. De acordo com o estudo, a taxa de empresas que sofreu com esse fator interrompeu uma trajetória de queda de cinco meses e passou de 40% para 43% entre julho e agosto – no ano passado, neste mesmo mês, a taxa estava em 53%.

Os dados mostram que 21% sofreram calotes, que afetaram até 15% de seu faturamento; para 10% dos empresários, a falta de pagamento afetou entre 15% e 30% dos rendimentos, e outros 12% sofreram calotes que ultrapassaram os 30%.

*os índices são medidos em pontos, variando de 0-200.

Fonte:  Imprensa/SIMPI

 

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