Infraestrutura no Brasil: Licitações para obras públicas vão exigir a metodologia BIM em 2021

Evento do Sebrae vai orientar micro e pequenas empresas da construção civil sobre as oportunidades e tendências do BIM

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A partir de janeiro de 2021, empresas que desejam participar de licitações de obras e serviços de engenharia contratados pelo Governo Federal terão que seguir a metodologia de Modelagem de Informações da Construção ou Building Information Modeling (BIM) na elaboração de seus projetos. Para orientar as empresas do setor da construção civil a se adequarem a essas novas exigências, o Sebrae promove o 3º Seminário BIM, o SEBIM. Nesta edição, o evento será on-line e realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. As inscrições podem ser feitas pelo site sebim.sebraemg.com.br.

De acordo com o último decreto, o de nº 10.306/2020, publicado em abril, a exigência do BIM nas licitações públicas deverá ser implantada gradualmente em três fases. A primeira será dedicada somente a projetos. A partir de 2024, projetos e obras passam a ser feitos somente em BIM. E, a partir de 2028, todas as fases da edificação (projetos, obras e pós-obras) passam a ser incluídas.

O BIM não será propriamente uma obrigatoriedade. Porém, as empresas que não o adotarem não estão habilitadas a participar de licitações de obras públicas ou atuar como fornecedoras de construtoras e consórcios vencedores de processos licitatórios. “As micro e pequenas empresas que não desejam ser ultrapassadas, nem perderem boas oportunidades de negócios neste nicho de mercado, deverão se atualizar e entender como o BIM funciona na prática”, explica o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles.

A implantação da estratégia BIM traz benefícios tanto para o governo quanto para o mercado privado. Com a metodologia é possível ter um orçamento mais aproximado da realidade, eliminar desperdícios e reduzir as chances de atraso na entrega. A estimativa é de que 50% das alterações durante a execução das obras podem ser evitadas quando os projetos são concebidos por meio da metodologia. A consequência é uma redução no tempo de construção, que em algumas empresas pode chegar a 30%.

“Com o BIM, o governo terá controle dos gastos, contribuindo com a otimização da aplicação dos recursos públicos e na garantia de um resultado qualificado dessas obras”, justifica Melles.

Preparação

Com o decreto, veio também a urgência em investimentos em capacitação, tanto pelo setor público, que terá de contratar em BIM, quanto do setor privado, que deverá estar apto para executar as obras nesse novo modelo.

Pensando neste cenário, o Sebrae traz nessa edição do SEBIM, especialistas nacionais e internacionais que vão apresentar tendências e novidades do BIM. Os participantes do evento vão conhecer ainda histórias de projetos bem-sucedidos que adotaram a metodologia e tiveram benefícios como redução de custo a médio prazo e ganho de produtividade.

O Seminário do BIM é uma realização do Sebrae em parceria com a Câmara Brasileira de BIM (CBIM-MG), Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip-MG) e Senai/Fiemg.

3º Seminário BIM – SEBIM

De 28 de setembro a 1º de outubro

Transmissão on-line e ao vivo

Informações e inscrição: https://sebim.sebraemg.com.br

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