Greenpeace simula derramamento de petróleo na frente de petrolífera

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Rio, setembro, 2017 – Um enorme barril de óleo inflável simulou um derramamento na frente do escritório da Total, no Rio de Janeiro. A mancha foi feita com um banner de 24 x 14 metros com a mensagem: “Total, fique longe dos Corais da Amazônia”, durante um protesto pacífico do Greenpeace. A companhia francesa Total é uma das que planeja explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia, um ecossistema único e preservado no norte do Brasil.

Protesto Contra a Total com Mancha de Petróleo no Rio de Janeiro. Foto: ©Fernanda Ligabue/Greenpeace .

Os ativistas ainda usaram um drone para levar até o 19º andar do prédio, onde está localizado escritório da empresa, um banner com a mensagem: “Total, o povo disse não; a Ciência disse não; o Ibama disse não. Fique longe dos Corais da Amazônia”. O objetivo era conscientizar os funcionários da opinião pública contra a perfuração de petróleo perto desse ecossistema.

Também hoje o Greenpeace lança o relatório “Amazônia em águas profundas: Como o petróleo ameaça os Corais da Amazônia”. Nele, pesquisadores analisam os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) apresentados pelas petrolíferas Total e BP. O relatório mostra os riscos socioambientais que a exploração de petróleo vai levar à região Norte do Brasil e como as empresas não estão preparadas para assumí-los.

Alguns dos riscos são perturbar o bem-estar de animais como baleias, golfinhos, tartarugas e peixes-bois; contaminar um dos maiores manguezais do mundo, que levaria décadas para se recuperar; prejudicar a subsistência da população local; além de devastar os Corais da Amazônia, antes mesmo de a ciência conhecer bem esse ecossistema. No seu próprio EIA, a Total admite a probabilidade de até 30% de o petróleo atingir o recife em caso de derramamento.

O Ibama rejeitou em agosto o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da empresa, necessário para a obtenção da licença que autoriza a perfuração na bacia da foz do rio Amazonas. Segundo a presidente do Ibama, pela terceira vez, a Total não forneceu informações adequadas sobre o impacto ambiental do projeto. A petrolífera ainda está tentando obter a licença.

“Mais de um milhão de pessoas dizem não, dezenas de cientistas dizem não, a equipe técnica do governo diz não, e, no entanto, a Total insiste em tentar explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Isso é inaceitável sob qualquer perspectiva, e é hora de desistir de seus planos. Não podemos permitir que o lucro venha antes da proteção de um ecossistema único e das pessoas que seriam afetadas por um potencial derrame. Os funcionários de Total devem saber o quão irresponsável é o plano de sua empresa. E é por isso que chegamos ao escritório deles”, afirma Thiago Almeida, especialista em energia do Greenpeace.

Fonte: Imprensa/Greenpeace

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