Governo e Bancos atrapalham o Programa Minha Casa, Minha Vida ao atrasar pagamentos às construtoras

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Por Thiago Pachel 

Agosto, 2019 – Quem escuta o ministro da economia Paulo Guedes falando parece que estamos na Suíça. Segundo a visão de economista global Paulo Guedes, tudo está dando certo. Entretanto, não é o que estamos vendo no dia a dia do país. A reclamação é geral. Indústria parada, Minha Casa Minha Vida sem recursos, 5 mil obras paralisadas aguardando suposto(s) investidor(es) estrangeiro(s) que vai botar dinheiro na economia e tudo vai melhorar. Nem o Banco Central baixando os juros para 6% melhora essa crise econômica que o Brasil se meteu. O Estado Brasileiro precisa urgentemente voltar a investir. Não tem outro caminho.  Nos EUA, após crise de 2008, foi o tesouro americano que salvou o Estados Unidos.  Paulo Guedes, liberar FGTS para pagar dívidas não vai melhorar nada.

No Brasil atual, cobra-se 300% ao ano de juros (Bradesco, Santander, Caixa, Itaú e Banco do Brasil), para quem quiser pegar um empréstimo para consumir(famílias) ou investir num empreendimento residencial ou na melhora do maquinário da sua empresa, no cado de médios e pequenos empreendedores.  Nessa lógica, só o sistema financeiro é o grande beneficiado dessa loucura financeira. ó o Itaú teve faturamento de R$ 25 bilhões(2018).

Veja a fala do Presidente do Banco Itaú, Candido Bracher sobre o governo Bolsonaro, na Folha de SP:

“O que tenho notado é que o avanço das reformas não tem sido influenciado pelas turbulências políticas”, disse Bracher em teleconferência a jornalistas ao se referir às reformas da Previdência e tributária – embora somente a primeira tenha avançado no Congresso.

Afinal, o que impede esses 5 bancos Bradesco, Caixa, Santander, Itaú e Banco do Brasil investirem na economia brasileira? Investir no saneamento, na construção civil, na infraestrutura?  O Brasil vai viver somente do renatismo. Ninguém produz mais.

Sobre o atraso dos pagamentos pagamento do Minha Casa Minha Vida, José Carlos Martins, presidente do CBIC comenta: “Os recursos para o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) estão represados e os pagamentos às construtoras têm levado quase 60 dias desde a medição das obras. O prazo original era de dois dias”. 

 

 

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