Governo aposta em parceria com setor privado para investimentos em infraestrutura

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Por Rafaela Rodrigues 

Setembro, 2020 – O impacto imediato da pandemia de Covid-19 pode ser visto na saúde, a partir do temor de colapso dos sistemas público e privado, além da perda de milhares de vidas entre pacientes e profissionais da área médica.

A crise também afetou a vida em sociedade, com a orientação para o distanciamento social como medida preventiva.

Por tabela, diversos setores da economia sofreram efeitos negativos sobre os quais governos e empresários atuam com a perspectiva de revertê-los em curto prazo.

O governo brasileiro acredita que um caminho para a recuperação do país é investir em infraestrutura e, de preferência, por meio de parcerias público-privadas, as PPPs.

A análise é de que, entre outras vantagens, esta alternativa poder contribuir para gerar muitos empregos e ajudar a reduzir as despesas de produção que prejudicam a competitividade de produtores e exportadores nacionais, o chamado “Custo Brasil”.

O Banco Mundial estima que o país precisa de investimentos anuais de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura. Atualmente, são destinados menos de 2%.

O governo busca parcerias por meio de desestatizações, em concessões, PPPs ou privatizações, com o objetivo de modernizar a infraestrutura, oferecer melhor gestão e exploração dos setores, gerando produtividade e eficiência para a economia brasileira.

Esta seria a maneira de viabilizar projetos nos setores rodoviário, ferroviário, portuário e de aeroportos; além de energia elétrica, petróleo, gás, mineração e telecomunicações.

Além destas iniciativas, as PPPs podem contribuir para a realização ou conclusão de obras inacabadas nos serviços essenciais, como saneamento básico, creches, postos de saúde, gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, iluminação pública e irrigação.

O aporte de recursos com estas finalidades impacta estados e municípios, movimentando fortemente a economia e permitindo à população acesso a serviços fundamentais.

Estrutura e energia para as obras

Ao movimentar um setor, cria-se um efeito em cadeia, como defendem as autoras do artigo publicado no site do Ministério da Economia.

Para a Secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, e a diplomata de carreira e assessora internacional do PPI, Bertha Gadelha, a realização de obras públicas é essencial para a retomada econômica do Brasil.

Todas essas possibilidades podem gerar empregos e aquecer os setores de engenharia civil, comércio de materiais de construção e energia temporária, que são suportes primários para a realização de qualquer empreendimento.

Este último, garante o funcionamento de equipamentos em geral, como gruas, máquinas de solda e de fabricação de cimento, além de toda infraestrutura para os alojamentos e refeitórios no canteiro de obras a partir de grupos de geradores.

Seja nos lugares que têm ou não acesso à rede de abastecimento nacional, o uso de geradores de energia pode trazer soluções específicas para obras de diferentes portes.

Com este recursos, os responsáveis garantem fornecimento energético temporário ou total, e que os serviços não sofrerão interrupções de turnos, de frentes de trabalho, que podem causar atrasos e prejuízo de toda a natureza.

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