Frota New Holland Construction atua com eficiência em aterros sanitários por todo Brasil

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Destaque para o trator de esteiras D180C, que tem peso operacional adequado para o serviço de compactação. Escavadeiras hidráulicas também são muito utilizadas pela força na movimentação e carregamento de materiais

Aterros sanitários estão em plena expansão no interior do país e exigem máquinas com tecnologia e assistência imediata

Depois do expediente, da produção, da festa, do passeio, quando está tudo acabado, embalado e descartado, começa o trabalho em mais de 2 mil aterros sanitários em todo o país. Neles, os restos ou sobras orgânicas, industriais e recicláveis são separados e enviados ao devido destino. A maior parte será enterrada, compactada e coberta em terrenos geralmente distantes das cidades, que seguem rígidas exigências das leis ambientais para evitar impacto do material na natureza. Trabalho equivalente a uma grande obra que evolui diária e constantemente, e que demandam equipamentos de alta tecnologia e força como os da New Holland Construction.

O carro-chefe da marca para atuar no setor é o trator de esteiras, seguido pelas escavadeiras hidráulicas. “Os tratores de esteiras são os equipamentos mais utilizados em um aterro devido à diversidade de trabalho que a máquina pode executar. Atuam com eficiência na movimentação, compactação e terraplenagem”, explica Fernando Neto, especialista de Marketing de Produto. E na família completa de tratores de esteiras da marca, o recém-lançado D180C ganha destaque por apresentar um peso operacional adequado para o serviço de compactação. “O modelo operando em aterro é sinônimo de produtividade máxima também pela alta capacidade de movimentação (toneladas de material) e baixo consumo de combustível para um trator do porte de 22 toneladas (22 a 25 l/h)”, completa Neto.

Em um aterro em Contagem (MG), que recebe um volume diário de quase uma tonelada por dia de lixo doméstico, um D180C está em operação desde janeiro de 2016. “A máquina chegou para uma demonstração e não voltou para a fábrica”, conta Neto. O proprietário da Max Terraplenagem, Paulo Oliveira, destaca que, além da alta produtividade e baixo consumo, o fato de não haver a necessidade de realizar adaptações ou mudanças estruturais na máquina para o trabalho foi decisivo. “O D180C é apropriado para atuar em aterro, aplicação onde o desgaste de componentes, principalmente na parte inferior do equipamento, é natural. Digo isso porque não foi preciso usar reforços ou chapas de sacrifício e tenho tratores da concorrência”.

Até a implantação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, a maior parte dos resíduos das cidades brasileiras era jogada em lixões a céu aberto. Aos poucos eles foram se tornando aterros controlados, enquanto o formato ideal, de aterros sanitários, passou a dominar o cenário (veja abaixo).

Escavadeiras hidráulicas em operação em aterros em Sergipe

ATERRO OK
Crédito: MPerez

Há um ano a HC Veículos, empresa originalmente voltada à construção de barragens e terraplanagem, começou a atuar em aterros sanitários no Sergipe, como terceirizada da Estre Ambiental. Na operação de Rosário do Catete há quatro escavadeiras hidráulicas E215B, dois tratores de esteira D150B e uma retroescavadeira B95B para dar conta de 40 mil toneladas mensais de lixo da região.

Para Yuri Porto, sócio da HC, a preferência pela marca deriva tanto da qualidade das máquinas quanto da assistência técnica da concessionária Servel. “Todo equipamento exige manutenção, mas nesse negócio a exigência é maior”, explica. A rotina é ininterrupta e, em época de feriados, vai das 5h às 23 horas, quando aumenta a produção de resíduos. “O material com o qual lidamos tem uma acidez muito grande, e os equipamentos New Holland aguentam bem, apesar de o material rodante ser muito mais exigido nesse ambiente”, explica. Assim, o atendimento faz diferença porque as peças chegam em até 24 horas. O concessionário já sabe quais são as condições de trabalho do cliente e tem as mais necessárias em estoque.

Rodrigo Cruvinel, engenheiro civil e gerente da Sanetran, que atua em 12 cidades no Paraná, Guaíba (RS) e Tangará da Serra (MT), tem experiência de 10 anos no “negócio do lixo” e concorda com a importância do atendimento imediato. “O trabalho é contínuo, não pode parar, e por isso a máquina tem que ser muito confiável”, explica. Segundo Cruvinel, em uma obra é possível esperar uma máquina quebrada ir ao conserto e voltar dali a alguns dias; isso não ocorre em um aterro. “Para a nossa rotina, o que importa é a constância. A cobertura é diária e as leis ambientais obrigam que o serviço nunca pare.” A empresa acaba de adquirir uma nova escavadeira hidráulica para se juntar aos tratores de esteiras da marca na operação em Arapongas (PR).

Rafael Ricciardi, especialista de Marketing de Produto da New Holland Construction, confirma o aumento da procura por equipamentos para o segmento de aterros sanitários. Nos últimos anos, mais de 30 máquinas foram vendidas com essa finalidade. “Além de tratores de esteiras, as escavadeiras hidráulicas são muito utilizadas pela força na movimentação e carregamento de materiais”, explica.Além disso, ambos são equipamentos com transmissão hidrostática, ou seja, há menos componentes mecânicos em contato com o material de alta agressividade abrasiva. A escavadeira hidráulica E215C é um bom exemplo. “Além do baixo consumo de combustível, vem equipada com caçamba de até 1,7m³ de capacidade coroada, que aumentam muito a disposição de produção frente às escavadeiras de 21 toneladas da concorrência”, completa Ricciardi.

Outros itens importantes para o setor são as cabines fechadas e com ar-condicionado, para proteger o operador do ambiente insalubre – ainda que Porto chame atenção para o fato de que aterros sanitários “não têm nem urubus” – e a movimentação feita por joysticks, o que agiliza a operação. Cruvinel acredita que a tendência do negócio é o crescimento da terceirização, porque o setor público depende de licitações e processos burocráticos para compra de máquinas e peças. “Nem todo aterro tem uma escavadeira de reserva. Então é preciso investir numa marca boa que não te deixe nunca na mão.”

Os aterros que mais cresceram e onde houve maiores investimentos estão nas cidades pequenas. Municipais ou privados, a equipe mínima para tocar um aterro compõe-se de quatro funcionários para vigilância, em dois turnos; dois balanceiros em dois turnos; dois motoristas, um operador e dois auxiliares gerais. Os equipamentos necessários, para começar, são escavadeira hidráulica, pá carregadeira, trator de esteira, caminhões basculantes e rolos compactadores. “O lixo não acaba nunca, é um negócio que só aumenta”, finaliza Cruvinel.

CENÁRIO

Os dados mais recentes sobre o lixo no Brasil são de 2008, gerados por pesquisa do IBGE, segundo a qual são produzidas 183.481 toneladas diárias, das quais 31,9% são recicláveis, 51,4% são lixo orgânico e 16,7% outros tipos. Os aterros sanitários até essa data chegavam a 58% dos municípios brasileiros, os aterros controlados, 19,4% e em 19,8% deles, ainda havia lixões. Apenas 1,4% do material coletado era direcionado a reciclagem.

DESTINAÇÃO

Lixão – um grande espaço destinado apenas a receber lixo, sem planejamento. Não há tratamento para o chorume, líquido liberado pelo lixo, que contamina o solo e a água. Estão proibidos desde 2014.

Aterro controlado – são os lixões em processo de mudança, com cobertura diária do lixo com terra, porém ainda com risco de contaminação de solo e águas.

Aterro sanitário – o lixo é depositado em local impermeabilizado por uma base de argila e lona plástica, o que impede o vazamento de chorume para o subsolo. Diariamente, o material é aterrado e tubulações captam o metano, gás liberado pela decomposição de matéria orgânica e que pode ser usado para gerar energia.

TIPOS DE LIXOS DE LIXO

Doméstico – restos alimentares, embalagens em geral, papéis, vidros, plásticos e metais leves, entre outros materiais.

Limpeza Pública – resíduos de podas de árvores e arbustos, embalagens, papéis, plásticos, entulhos de construção, terra, madeiras, móveis danificados etc.

Lixo do Comércio – residual de comércio e serviços como lojas, supermercados, shoppings, restaurantes, lanchonetes, condomínios comerciais etc.

Lixo Industrial Classe I (perigoso) – gerado por indústrias, apresenta riscos, pois pode ser corrosivo, inflamável, reativo, tóxico ou patológico.

Lixo Hospitalar (classe I) – também denominado Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). Seringas, vidros de medicamentos, meios de cultura de microorganismos, gaze, fluidos etc.

Lixo industrial Classe IIA (não perigoso) – gerado por indústrias, mas sem riscos: restos de alimentos, madeiras, tecidos, couros, metais e outros.

Lixo Eletrônico – equipamentos eletroeletrônicos como televisores, celulares,

computadores, geladeiras, notebooks, tablets e outros produtos fora de uso.

Resíduos de Construção Civil e Demolições – alvenarias, concreto, argamassas, solos, restos de madeira, metal e vidros.

Resíduos Líquidos – atividades industriais podem ocasionar, durante o processo produtivo, a geração de efluentes industriais que poluem e contaminam o solo e a água.

Fonte: Assessoria de Imprensa New Holland

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