Energia limpa, com menos custo, que emprega e não polui.

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Por Pablo Marlon

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Aerogeradores em Ventos do Araripe III. Créditos: Casa dos Ventos

Setembro, 2017 – O futuro da energia doméstica do Brasil está nos parques eólicos. A energia sustentável já é uma realidade em diversas cidades brasileiras. O Nordeste do país sai na frente com essa capacidade de produção de energia limpa, mais barata e ao alcance de todos. Em recente evento do setor, no Rio de Janeiro, dados comprovaram que já são mais de 450 parques eólicos, (com capacidade de 12GW instalados) abastecendo cerca de 18 milhões de residências mensais, ofertando para 54 milhões de habitantes uma energia sustentável que traz inúmeros benefícios.

Vejamos: A energia eólica no Brasil está gerando diversos postos de trabalhos. Já são mais 180 mil até o momento. Estima-se que até 2020 serão mais de 270 novos parques, contribuindo para mais empregabilidade no setor. Mas não é somente isso. A redução de CO2, (cerca de 19 milhões de toneladas foram evitadas nos últimos 12 meses). Daí tem-se: um baixo impacto ambiental, pois parques eólicos não emitem gases poluentes; há um melhor custo x beneficio na tarifa de energia; outras atividades podem ser desenvolvidas paralelamente, tais como: agricultura e agropecuária deixando assim, o homem do campo em seu local nativo com qualidade de vida e gerando excelente mão de obra local e o melhor de tudo: a energia é produzida pela força dos ventos.    

Segundo dados da ABEEólica (Ass. Brasileira de Energia Eólica), em 2016, o Brasil já ocupa a 9ª posição na capacidade de parques instalados e está em 5º lugar com 2GW de nova capacidade. A matriz elétrica brasileira (GW) é de origem elétrica. Algo que sai super caro para os brasileiros.

O Nordeste corresponde com um percentual bastante significativo. Cerca de 60% da energia consumida nesta neste território é eólica. Rio Grande do Norte (129 parques), Ceará (70), Bahia (79), Piauí (47), Pernambuco (32), Paraíba (12), Maranhão (8), Sergipe ( 1). Já o extremo soma com: 79 parques no Rio Grande do Sul, 14 em Santa Catarina e 1 (hum) no Paraná. Ao que parece o sudeste está ainda muito fraco no setor. No Rio de Janeiro há somente 1(hum) parque.

Uma das líderes do mercado brasileiro é a GE. A multinacional já oferta capacidade de 5GW em energia eólica no país. Esse o nicho para a organização, representa 10% do mundo da GE Wind onshore. Segundo a Rosana Santos, (Diretora de Produto e Marketing da GE Wind Onshore) o Brasil é um país renovável e tem que apostar nas suas renováveis. “A construção desses 5GW é algo de muito trabalho… empenho de dedicação ao mercado brasileiro e acreditar. Ao final do ano, teremos 2.700 turbinas instaladas e rodando. A nossa ideia é continuar nossa trajetória para os próximos anos. A gente está confiante com os leilões (final do ano), para colocar volume para o futuro”, diz confiante.

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