Eleições 2018: Investir no setor da construção custa quase nada, mas é imensurável o resultado que gera em emprego e bem estar social ao País, diz grupo Coalizão pela Construção

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Agosto, 2018 – Com a proximidade das eleições presidenciais, a participação da Indústria da Construção no debate sobre o futuro do Brasil, propondo soluções viáveis e efetivas para reaquecer o setor e resgatar o desempenho das suas empresas, é essencial para o País. É o que defende a Coalizão pela Construção, que reuniu nesta segunda-feira (06/08), no auditório do Edifício Armando Monteiro Neto, em Brasília, os principais candidatos à Presidência da República, para o encontro O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, com a presença de 340 participantes entre empresários e imprensa. “Queremos saber o que o setor da construção pode contribuir para melhorar o País”, destacou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e porta-voz da Coalização, José Carlos Martins, lembrando que o setor da construção ou é a locomotiva ou o freio da economia nacional.  Em 2017, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção (0,5%) acabou puxando o PIB nacional para baixo, mesmo após sua alta (1,0%), “o que demonstra a importância do setor para desenvolver o País”, enfatiza.

José Carlos Martins, presidente da CBIC. Foto: Guilherme Kardel

Martins mostrou que quando o governo cria programas de estímulo à construção, imediatamente o setor responde com a geração de empregos para a sociedade brasileira. Isso ocorreu com a Lei 10.931, de 2003 para 2004; com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2006 para 2007, e com o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), em 2009, o que fez com que a construção civil alcançasse 3,09 milhões de empregos em 2014. “O Minha Casa Minha Vida gera 450 mil empregos diretos, além disso tem a capacidade de envolver empregos em outros 62 segmentos da economia”, destacou Martins, mostrando o impacto do setor da cadeia produtiva horizontal que tem uma grande capacidade de propagação.
 
O executivo também comentou a perda de 980 mil empregos diretos e indiretos, resultado da queda do investimento com a caderneta de poupança, que passou de R$ 113 bilhões (2014) para R$ 43,2 bilhões (2017). Martins destacou ainda que o investimento necessário para manter a infraestrutura existente é de 3,0% do PIB. “Para termos um crescimento de 4% da economia para atingir a qualidade de vida do leste europeu seria necessário investir 5% do PIB. No entanto, em 2017 tivermos apenas 1,4% do PIB. Ou seja, deixamos de criar 1,7 milhão de empregos diretos e 960 mil indiretos”, diz. Também citou o custo das obras paralisadas. Destacou que 0,65% do PIB Potencial foi perdido com as obras paralisadas. Ou seja, 42,4 bilhões por ano que poderia ter sido gerado de riqueza.
 
O QUE O SETOR PRECISA
“Não estamos pedindo absolutamente nada ao governo. O que precisamos é de segurança jurídica – que se aprove a Lei de Licenciamento ambiental; a Lei de Abuso do poder, a Lei de Licitações, os vetos do presidente Temer ao Projeto de Lei do senador Anastasia. O que tem inibido o investimento, o que poderia suprir a falta de investimento do setor público”, mencionou Martins.
   
Além disso, ressaltou que é preciso ter crédito, planejamento e estímulo ao capital privado. “Custa quase nada investir no setor da construção e o que ele resulta de emprego e bem estar social é imensurável, disse Martins, reforçando a importância de se investir no setor.

A Coalizão pela Construção, formada por 26 entidades da indústria da construção, atua conjuntamente na defesa institucional da agenda estratégica da construção, estabelecendo diálogo com diversos atores em torno de temas de interesse comum para resgatar o desempenho das suas empresas. 

Fonte: Boletim CBIC
 

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