Do sonho a frustração: Petrobras não tem mais interesse no COMPERJ… E agora, como fica?

Estudo realizado pela Petrobras em parceria com a empresa chinesa CNPC identificou problemas de atratividade econômica.

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Redação – Jornal da Construção Civil 

Dezembro, 2019, Seguindo uma linha de política de desinvestimentos que tomou conta da companhia nos últimos cinco anos ocasionados por diversos fatores negativos – internacionais e nacionais-, a Petrobras divulgou no dia 18(quarta-feira) sua nova ação de negócios para o futuro do complexo petroquímico do estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), Itaboraí, na região metropolitana do Rio, o empreendimento petroquímico não terá suas obras concluídas devido à falta de atratividade econômica.

Entretanto, nem tudo foi parado. A unidade Rota 3 do complexo está mantida, sua implantação do Projeto Integrado Rota 3, que abrange o gasoduto da mesma unidade, a UPGN(Unidade de Processamento de Gás Natural) e o conjunto de utilidades necessárias para sua operação que permitirá o escoamento de 21 milhões de metros cúbicos por dia do gás pré-sal a partir de 2021.

Nestes mesmos estudos foram apresentadas soluções futuras para o COMPERJ, estão integração a Refinaria de Duque de Caxias-RJ (REDUC), para produção de lubrificantes e combustíveis de alta qualidade, além, da possibilidade da construção de uma Termoelétrica junto com outros investidores, utilizando gás natural do pré-sal.

Frustração para Itaboraí e mais 14 municípios do entorno do COMPERJ

Em entrevista concedida a Agencia Brasil, o prefeito de Itaboraí, Drº Sadionel Souza, principal cidade afetada pela paralisação das obras do COMPERJ e dos investimentos no município da região metropolitana, comenta: “ Nós tivemos o maior desemprego do Brasil em Itaboraí. Foram 30 mil empregos jogados no lixo entre 2014 e 2015”, finalizou o prefeito.

 Lembrando que havia uma expectativa de geração de 7 mil empregos com a retomada das obras de conclusão do projeto.  De acordo com o SINE- Itaboraí, os números são bem inferiores e não atingiu nem 30% de contratação com carteira assinada.

A decisão da Petrobras faz parte do Plano Estratégico da Companhia 2020 /2024, que visa otimizar e a melhor alocação do capital da companhia.

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