Devido à pandemia de coronavírus, catadores estão sem trabalho e renda no Rio de Janeiro

Para que 352 famílias desta categoria possam ter o mínimo para sobreviver durante este período sem trabalhar, a organização Visões da Terra criou uma campanha de financiamento coletivo.

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Os catadores de materiais recicláveis do Rio de Janeiro atualmente passam por uma situação dramática. Embora seja fundamental para o meio ambiente, o serviço de coleta seletiva não foi considerado essencial pelas prefeituras, nas medidas tomadas por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19), que já vitimou mais de uma centena de pessoas no país.

Desta maneira, os catadores que tiram seu sustento do material que a população joga fora estão impedidos de trabalhar. Além disso, as poucas cooperativas que estão operando parcialmente têm que lidar com o medo do vírus, já que a triagem dos materiais recicláveis é manual e há risco de contaminação. Há ainda o agravante de que grande parte dos profissionais integra o grupo de risco: idosos e pessoas com doenças associadas.

Para amenizar parte desta dificuldade vivida por estes profissionais fundamentais para a preservação do meio ambiente, a organização Visões da Terra, consultoria em sustentabilidade que há 11 anos realiza apoio técnico a cooperativas de catadores, abriu uma campanha de financiamento coletivo, que pode ser acessada no site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/renda-minima-para-352-catadores.

“Sabemos do risco que é lidar com o resíduo, ainda mais neste momento de grave crise na saúde. Porém, 352 famílias com quem trabalhamos diretamente, em seis estados brasileiros, ficaram sem renda. São várias as dificuldades, que vão desde o fechamento de cooperativas em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, passando até mesmo pelo material que já havia sido recolhido em estoque estar sem comprador neste período de quarentena”, explica Luciana Lopes, uma das fundadoras da Visões da Terra.

A campanha busca garantir uma renda emergencial de R$ 100,00 para cada trabalhador como primeira meta. A segunda é garantir R$ 200,00 para cada e a terceira, R$ 300,00, até que seja possível retomar as atividades ou sejam recebidos recursos via poder público.

Estado do Rio – Os valores serão repassados integralmente às 19 cooperativas que contam com o apoio da Visões da Terra. No estado do Rio de Janeiro são cinco: Cooptubiacanga e Cootrabon na capital, além de Coopertroni em Niterói e Coopercaxias e Coperecológica em Duque de Caxias, totalizando 72 famílias de catadores. Atualmente a campanha nacional já arrecadou R$ 5.670,00, da meta de R$ 115.600,00. Portanto, a ajuda da sociedade civil se torna urgente.

“Estamos também monitorando e contribuindo para organizar politicas públicas de renda mínima, mas a nossa maior preocupação é fazer com que os catadores sobrevivam e possam levar comida para suas casas, enquanto os projetos de lei para a renda da população não são aprovados. O tempo das leis é diferente do tempo da fome”, avalia Oriana Rey, sócia da Visões da Terra.

Fonte: assessoria de imprensa

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