COP 26: Energia solar é estratégica para acelerar o desenvolvimento sustentável do Brasil, aponta ABSOLAR

Segundo a entidade, desde 2012 a fonte solar já evitou a emissão de 12,5 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade no País, além de economizar água nos reservatórios das hidrelétricas

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Novembro de 2021 – A fonte solar fotovoltaica, incluindo usinas de grande porte e sistemas de menor porte em edifícios e terrenos, já evitou a emissão de 12,5 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade no Brasil, desde 2012. Este é um dos indicadores apresentados pela Associação Brasileira de Energia Solar fotovoltaica (ABSOLAR) ao longo da COP26, Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que acontece essa semana em Glasgow, Escócia.

Entre os diversos benefícios ambientais da fonte solar ao País, destacam-se, ainda, a economia de água nos reservatórios das hidrelétricas, dado que a energia solar não requer o uso de água para gerar energia elétrica. A energia solar também ajuda a reduzir o uso de termelétricas fósseis, mais caras e poluentes, para a geração de eletricidade, aliviando custos aos consumidores brasileiros. Adicionalmente, a operação dos sistemas solares é silenciosa e limpa, não emitindo ruídos nem poluentes atmosféricos ou efluentes líquidos ou sólidos durante seu funcionamento.

Ao final da vida útil de mais de 25 anos, os equipamentos solares também possuem alto índice de reciclagem, a exemplo dos módulos fotovoltaicos, principal componente dos sistemas. Segundo estudo da PV Cycle, entidade independente responsável pela reciclagem de equipamentos fotovoltaicos no setor, até 96% dos módulos fotovoltaicos pode ser recuperado e reaproveitado em novas atividades produtivas. Para latinhas de alumínio, este índice é de 97%.

Outra vantagem está na possibilidade de instalação de sistemas solares flutuantes, em espelhos d’água, que ajudam a reduzir em cerca de 70% a evaporação hídrica, segundo estudos internacionais.

Por ter um dos melhores recursos solares do mundo, o Brasil também sai na frente na produtividade dos sistemas solares. Um sistema solar instalado no território nacional produzirá, em média, 17 vezes mais energia durante sua operação do que aquela usada para produzi-lo. Ou seja, em menos de 1,5 ano de funcionamento, a energia gerada pelo sistema solar, compensa toda a eletricidade consumida no seu processo de fabricação, um grande superávit energético.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o avanço da energia solar no País, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil. A fonte ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do País, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população.

“As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, comenta.

Para o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, além de competitiva e acessível, a energia solar é rápida de instalar e ajuda a aliviar o bolso dos consumidores, reduzindo em até 90% seus gastos com energia elétrica. “Energia elétrica competitiva e limpa é fundamental para o País recuperar a sua economia e conseguir crescer com sustentabilidade. A fonte solar é parte desta solução e um verdadeiro motor de geração de oportunidades, novos empregos e renda aos cidadãos”, conclui Koloszuk.

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