Congresso Brasileiro de Pontes: “Não faltam inovações, o que falta é ética e boas práticas”

Alerta Carlos Brites, um dos palestrantes do Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas sobre o mercado e o cenário atual destas construções no país

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Maio, 2019 – Nos dias 16 e 17 de maio de 2019, as autoridades – pesquisadores, associações e empresas – do universo das grandes construções irá se reunir para repensar o cenário nacional durante o XI Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas, em São Paulo (SP).

O Congresso é uma realização conjunta da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) e da ABPE (Associação Brasileira de Pontes) com a intenção ainda de divulgar cases de sucesso, pesquisas e aplicações relevantes, discutir técnicas e as boas práticas recomendadas nestas importantes obras, que impactam usualmente milhões de pessoas.

Em meio a um momento delicado, onde pontes permeiam os noticiários acompanhadas de problemas, desastres, falta de manutenção entre outras más notícias, observa-se, ao contrário do que pode parecer, um movimento cada vez mais forte dos profissionais, empresas, instituições, universidades e associações sérias que executam, há anos, ações e pesquisas que fazem da engenharia e dos engenheiros brasileiros uns dos mais inovadores e capacitados do mundo.

A manutenção de estruturas como pontes e outras importantes obras por todo o país são objetos de trabalho de dezenas de pesquisadores, cientistas, empresas, institutos e profissionais que estarão reunidos nesse XI Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas.

De acordo com pesquisador Prof. Dr. Zacarias Chamberlain Pravia, coordenador da pós-graduação das engenharias UPS (Universidade de Passo Fundo – RS), um dos palestrantes do congresso, é preciso atentar-se para as novas práticas e tecnologias no Brasil que tem reduzido drasticamente o custo e o impacto de construção de pontes, sem diminuir a qualidade.

“Com isso, temos estados como Minas Gerais e São Paulo, com 60 pontes prontas em tempo recorde usando essas novas técnicas e resolvendo a necessidade de construções de pontes no país, onde 85% da demanda corresponde a estruturas de até 50 metros de comprimento. Essa solução apresenta um projeto ideal para esses casos, baratíssimo e sustentável”, explica.

Pravia destaca ainda o tema de sua palestra no congresso, que busca a visão realmente sustentável do projeto com seu impacto ambiental, social e econômico.

“A obra tem que ser feita a partir de estudo do ciclo de vida do projeto, como por exemplo a produção das matérias primas, a construção, a manutenção, a durabilidade, que em média hoje é de 75 anos, mas pode durar, se considerar um bom ciclo de vida, mais de 2 mil anos, como as pontes romanas, ou mais de 10 mil anos, como as pontes chinesas”, conclui o pesquisador.

Técnica ou ética?

O engenheiro, consultor e pesquisador Dr. Carlos Brites, também palestrante no congresso, concorda com Pravia na defesa de que a Engenharia no Brasil é destaque e que não perde em nada em tecnologia, pesquisas e perícia para outras em todo o mundo.

“Não faltam inovações, o que falta é ética, são as boas práticas. É desde o funcionário que aplica um sistema de fixação até quem compra, a grande construtora, escolher pela segurança, pela indicação técnica e usar da forma certa, e não pelo preço ou menor custo de uma solução, a famosa gambiarra, que muitas vezes não foi recomendada pela engenharia e nem pelo fornecedor do produto mais barato”, detalha.

Divulgação

No congresso, Brites irá abordará a importância da utilização correta dos sistemas de fixação em grandes estruturas, detalhando as boas e más práticas observadas, casos de sucesso e riscos.

“Muitas vezes a escolha de uma instalação errada, usando fixadores impróprios, por causa de economias relativas, prejudicam a segurança das estruturas. Isso não é questão de falta de produto, tecnologia ou competência dos projetistas. Este é um problema comportamental de alguns profissionais, empresas e gestores que não adotam as boas práticas e colocam muitas pessoas em risco”, conclui.

Brites apresentará ainda neste congresso, junto com Wesley Oliveira, coordenador de engenharia da Âncora Sistemas de Fixação, um artigo técnico com a análise comparativa de desempenho de ancoragens.

A Âncora é uma das patrocinadoras do evento, mas também participará apresentando artigos e produtos desenvolvidos por sua equipe de engenheiros em Vinhedo, interior de São Paulo. A empresa, acompanhando o progresso acadêmico do país na área da Construção Civil, investe em pesquisas e inovação constante. Possui as mais importantes certificações de qualidade e é uma das poucas do seu ramo a ter um laboratório de testes utilizado inclusive pelo Instituto Falcão Bauer.

“Somos uma empresa presente há mais de 27 anos no mercado de construção civil, nos posicionamos sempre como parte responsável pelo crescimento da qualidade, inovação e tecnologias no nosso ramo, de fixações. Recebemos pesquisadores e trabalhamos em conjunto em grandes obras ao longa das últimas três décadas, como a construção do Maracanã, a expansão do aeroporto de Guarulhos e o projeto Sirius”, detalha Oliveira, da Âncora.

Dados Relevantes

Segundo dados da CNT (Confederação Nacional de Transportes) existem no Brasil 54.972 quilômetros de pontes ou viadutos construídos e ainda faltam contabilizar muitos kms feitos pelos municípios.

De acordo com levantamento do próprio Ministério dos Transportes, o Governo Federal possui um programa para cuidar de 8 mil pontes pelo país neste ano, destas, 1.712 precisam de reparos e 920 de manutenção prioritária, incluindo em alguns casos, elementos estruturais.

Pontes que cederam e apresentaram problemas em São Paulo na história recente, como a da Marginal Pinheiros e Tietê, duas das vias mais movimentadas do país, recebem juntas por dia aproximadamente quase 2 milhões de veículos.

Problemas nestas estruturas com dezenas de anos foram o alerta para a importância do tema e de se observar as boas práticas e o ciclo de vida das construções. “Ser bem feita mas não considerar a projeção do tráfego, por exemplo, impacta diretamente no tempo de vida de uma obra”, detalha o pesquisador Zacarias Pravia.

Em março deste ano, o Ministério Público em São Paulo, já pediu que sejam parcialmente interditadas mais 16 pontes na capital que podem estar em estado crítico por toda a cidade.

Lembrando: A manutenção de estruturas como pontes e outras grandes e importantes obras por todo o país é objeto de trabalho de dezenas de pesquisadores, cientistas, empresas, institutos e profissionais que estarão reunidos nesse XI Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas.

Site do evento – http://www.abece.com.br/cbpe2019/

Site ABECE – https://site.abece.com.br

Site Âncora –  http://ancora.com.br

Fonte: Imprensa/ABECE

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