Como urbanismo, arquitetura, design de interiores e moda se adequaram ao novo jeito de viver e de morar?

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Bate-papo realizado na última semana durante a MADE – Feira de Mercado, Arte e Design abordou o tema e falou sobre novas tendências da vida contemporânea

Agosto, 2017 – Apartamentos cada vez menores, menos tempo dentro de casa, viver um momento em que tudo é urgente. Essas características que passaram a ser realidade na vida das pessoas foram abordadas em palestra promovida pela INK Incorporadora na última semana. O encontro foi realizado durante a MADE 2017 e teve como palestrantes Lourenço Gimenes, da FGMF Arquitetos, Carolina Mauro, da Suíte Arquitetos, e Alexandre Won, da Bespoke Couture.

Alexandre Won, da Bespoke Couture, Carolina Mauro, da Suíte Arquitetos, Waldick Jatobá, curador da MADE, Gabriela Coelho, da INK, e Lourenço Gimenes, da FGMF Arquitetos. Créditos: Divulgação

“A exposição que patrocinamos na MADE tinha o tema “Tramas”, indo totalmente ao encontro de um dos nossos principais pilares: o olhar humano. Nós acreditamos que tudo está integrado. Quando se fala em “Tramas”, logo pensamos na trama da cidade e na importância de se trabalhar pelo micro até o macro urbano”, afirma Gabriela Coelho, arquiteta e sócia-diretora da INK. “Por esse motivo, organizamos a palestra “Tramas Urbanas: tendências do morar e do viver” para colocar em discussão todas as mudanças pelas quais estamos passando e como isso afeta a vida dentro de casa e nos espaços públicos”, completa.

O primeiro a falar foi Lourenço Gimenes, da FGMF Arquitetos, abordando o macro urbano. “O aumento da renda média da população fez com que o acesso à informação também aumentasse. Essas informações são traduzidas em forma de espaço. Podemos transpor espaços que vimos em algum lugar para nossa realidade, trazendo-os para o nosso cotidiano e dando significado, uso e propósito”, iniciou Lourenço. “É importante pensar sempre no todo. Acredito que tudo está integrado: construção, arquitetura, interiores. Trata-se de um processo criativo de forma similar em todas as escalas. A leitura segmentada destes itens traz uma série de vícios e provoca equívocos de abordagem projetual. Moramos em espaços menores e por isso a casa precisa ser prática. No entanto, isso nos leva a pensar com ainda mais cuidado nas áreas comuns, já que elas precisam oferecer cada vez mais qualidade de vida”, completou.

Em seguida, Carolina Mauro, da Suíte Arquitetos, falou sobre as mudanças que tem visto relacionadas a interiores. “Uma das realidades que vivemos hoje e que influencia diretamente no projeto de interiores é o valor do metro quadrado. Por isso os apartamentos raramente ultrapassam os 65m² e não são mais compartimentados em cômodos”, iniciou. “Hoje em dia tudo é urgente, não temos tempo para nada. Por isso, optamos por um espaço que dê conta da nossa falta de tempo e que seja tão prático quanto necessitamos. Então apostamos na integração de espaços, os chamados espaços e móveis multifuncionais. Por exemplo, o móvel da TV que pode ter almofadas em cima para servir de banco aos convidados”, apontou.

 

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