Câncer de próstata: Seconci-SP alerta sobre a importância dos exames preventivos

213

Novembro de 2021 – O câncer de próstata é o segundo mais prevalente entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), anualmente são diagnosticados cerca de 66 mil novos casos, e a cada 41 homens, um morrerá dessa doença. Por ocasião da Campanha do Novembro Azul, o dr. Paulo Fischer Junior, urologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), destaca a importância dos exames preventivos para o diagnóstico precoce, para elevar os índices de cura.

A próstata é uma glândula que produz parte do sêmen, líquido que contém os espermatozoides. Ela envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina é eliminada.

“Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é uma doença da terceira idade, pois cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem após os 65 anos. Homens mais jovens também podem desenvolvê-la. Outros fatores de risco são obesidade, tabagismo e histórico familiar, ter pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos”, afirma o médico.

Entre os sinais que precisam ser investigados estão dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite, e presença de sangue na urina. “No entanto, em sua fase inicial o câncer de próstata muitas vezes não apresenta sintomas. Daí a importância dos exames preventivos para homens a partir dos 45 anos, ou 40 anos para os que têm histórico familiar”.

Preconceito prejudica

O diagnóstico é feito pela consulta clínica, toque retal e exames de ultrassom e PSA, sigla em inglês para o Antígeno Prostático Específico, um exame de sangue. O médico também pode solicitar biópsia. “Se o câncer for detectado precocemente, o índice de cura pode chegar a 95%. Mas o preconceito ainda tem grande impacto em todas as classes sociais e níveis de escolaridade. Por causa do toque retal, muitos homens não fazem os exames preventivos anuais e vão ao médico quando o câncer já atingiu estágios avançados e até outros órgãos, diminuindo significativamente as chances de cura”, alerta o urologista.

O tratamento consiste de cirurgia e radioterapia, mas pode exigir outros procedimentos médicos, dependendo do estágio e avanço da doença. A escolha do tratamento mais indicado é definida após médico e paciente discutirem os riscos e avaliarem os benefícios de cada um.

“A mensagem deste Novembro Azul: a consulta anual ao médico urologista é mais do que obrigatória, um investimento na saúde e na qualidade de vida do homem”, diz o dr. Fischer.

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.