BNDES aposta na canoagem e modalidade tem resultado inédito na Rio 2016, com três medalhas

207

Rio 2016

Brasil conquistou ainda 6º lugar inédito no slalom, ficou entre os 10 do mundo no caiaque duplo e teve 1ª participação feminina em provas de velocidade

  • Nas paralimpíadas, serão cinco atletas representando o País. Luís Carlos Cardoso (KL1) e Caio Ribeiro (KL3) são promessas de medalha
  • Com patrocínio, base de atletas cresceu e modalidade evoluiu. Hoje há cerca de 70 canoístas em centros de treinamento em São Paulo, Paraná e Minas

Desde 2011, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o patrocinador oficial da Canoagem Brasileira. Nos Jogos Rio 2016, o esporte atingiu a marca histórica de 3 medalhas olímpicas com Isaquias Queiroz e Erlon de Souza, além de resultados inéditos, como o 6º lugar de Pedro Henrique Gonçalves “Pepê” no Slalom, 10º e 11º lugares nas provas de Caiaque (K2 e K4 masculino) e a primeira participação feminina em provas de velocidade, com Ana Paula Vergutz.

Este ano, no Rio de Janeiro, foram 13 atletas competindo em alto nível. Em Londres 2012, foram apenas 3 atletas. Nas paralimpíadas, que acontecem de 7 a 18 de setembro, serão cinco paracanoístas representando o País, com destaque para Luís Carlos Cardoso no KL1 e Caio Ribeiro no KL3.

Planejamento – Para chegar à modalidade, o BNDES elaborou, 5 anos atrás, um estudo que apontou a canoagem com potencial a ser desenvolvido por meio de patrocínio. O objetivo era elevar o patamar competitivo dos atletas, ampliar a base de praticantes e ajudar a modalidade a ganhar notoriedade no Brasil.

Para tanto, foi criado um ranking em que o Banco ponderou critérios como espaço de desenvolvimento, capacidade de proliferação, número de praticantes, impactos social e econômico, visibilidade, mídia espontânea, exposição internacional, número de medalhas em disputa e fator surpresa.

A escolhida foi a canoagem, que tinha a melhor posição — 5º lugar — entre as modalidades sem patrocínio de outra estatal — as quatro primeiras já tinham patrocínio de empresas públicas e sociedades de economia mista: boxe (Petrobras), judô (Infraero), atletismo (Caixa) e natação (Correios).

Desde então, a base de atletas cresceu e a modalidade evoluiu. Hoje são cerca de 70 canoístas concentrados em quatro Centros de Treinamento (CTs) no País: slalom em Foz do Iguaçu, aproveitando a pista do canal da piracema da hidrelétrica de Itaipu (uma das melhores do mundo); velocidade no Parque Metropolitano do Iguaçu, na divisa dos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais; paracanoagem na raia olímpica da USP, em São Paulo; e os atletas de Canoa concentrados em Lagoa Santa (MG).

Nos CTs, os atletas são orientados por técnicos de ponta — como o italiano Ettore Ivaldi, o espanhol Jesus Morlan e o português Rui Fernandes — e têm alimentação, hospedagem, academia de ginástica, apoio psicológico, fisioterápico, fisiológico e nutricional, além de participação garantida em competições internacionais.

Todos recebem bolsa do Banco, cujo valor é espelho do pago pelo Bolsa-Atleta do Governo Federal, seguindo as mesmas regras. Assim, os atletas melhoram sua curva de desempenho e seus resultados e a modalidade ganha competitividade internacional.

Resultado – O resultado aparece no pódio das principais competições. Em 2015, a canoagem brasileira já havia feito história: com 14 medalhas conquistadas, foi a segunda modalidade mais laureada nos Jogos Pan Americanos de Toronto e recebeu um prêmio da Federação Internacional de Canoagem pelo desempenho no Mundial de Milão, como País que mais evoluiu no ciclo olímpico.

Em Copas do Mundo, o Brasil saltou de cinco medalhas no período de 2005 a 2010 para 21 em 2011-2015. Em Jogos Pan-Americanos, a canoagem brasileira, que havia conquistado quatro medalhas em 2007 e outras quatro em 2011. Em 2015, quando o estreante slalom obteve cinco das cinco medalhas possíveis, o País chegou a 14 medalhas, consideradas as 9 conquistadas na modalidade de velocidade. Em Mundiais, foram seis medalhas em 2013, uma em 2014 e 13 em 2015.

Para chegar ao resultado de excelência, os desembolsos do BNDES têm sido crescentes: foram aproximadamente R$ 761 mil em 2011, R$ 3,5 milhões em 2012, R$ 6,5 milhões em 2013, R$ 17,8 milhões em 2014 e R$ 17,9 milhões em 2015. Neste ano, foram desembolsados R$ 15 milhões, totalizando cerca de R$ 61,5 milhões.

O Banco só patrocina projetos apoiados pelo Ministério do Esporte. Os recursos vêm da Lei de Incentivo ao Esporte, que permite a dedução de até 1% do imposto de renda devido. Para fazer a diferença com os limitados recursos disponíveis, o BNDES foca no alto rendimento, que restringe o número de beneficiados e permite acompanhar o andamento e os resultados dos projetos apoiados, ao mesmo tempo em que induz o desenvolvimento dos atletas de base.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.