Automoção residencial: o controle da sua casa na palma da mão

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Já pensou em acordar com o café pronto? Chegar em casa e ir direto para banheira cheia e quentinha? Ou então, não se preocupar em irrigar o jardim, e o melhor, sem que ninguém faça por você? Isso já é possível, por meio da tecnologia de automação residencial.

Março, 2017 – Automação. Substantivo Feminino que, segundo o dicionário, significa: Criação de autómatos. Por sua vez, autómatos é uma palavra de origem grega e significa: mover-se por si ou que se move sozinho. Difícil não é? Agora, imagina associar essa palavra que costumamos ouvir só quando o assunto é automóveis e indústrias, por exemplo, a residências. Isso mesmo. Uma das principais tendências da arquitetura e do designer é a chamada automação residencial, ou melhor, casas tecnológicas.

TT - Automação Residencial.RicardoSardo.Pixabay
Automação Residencial.Créditos: RicardoSardo

Impulsionada pela difusão de gadgets e da conectividade à Internet essa tendência é a cada dia, uma realidade mais presente nas casas brasileiras. De acordo com o arquiteto e urbanista, Ricardo Sardo, é uma transformação inevitável. “Isso significa acionar cortina, acender luzes, controlar a abertura da janela e até o enchimento da banheira de forma remota e programada”.

Nas casas inteligentes quem tem o controle de tudo são os moradores, por meio da tecnologia interligada ao próprio smartphone. O arquiteto destaca que a automação residencial vai muito além de eletrodomésticos conectados à Internet. “Além da comodidade, a tecnologia também tem um papel importante de redução de impacto ambiental. Afinal, a partir da automação residencial é possível otimizar a captação e utilização de energia solar, eólica, programar horários e quantidade para irrigação de jardins, entre outras ações que geram economia de recursos”.

O ano de 2020 é o ponto de referência para que a automação residencial represente, de fato, um mercado dominante em países desenvolvidos, mas a tecnologia tem avançado a passos largos. O brasileiro, Ricardo Sardo, que atua no oeste do Paraná, dá um exemplo: “Projetamos uma residência, que está em fase final de construção, e que implantará essa tecnologia. Isso não aumentou o custo do projeto, mas demandou de adaptações para que os projetos complementares se adequem as novas necessidades, como por exemplo, o projeto elétrico, com tubulações para fiação e central de inteligência”, explica. A tecnologia já existe, agora é só mesmo uma questão de tempo, até que ela esteja acessível a todos.

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