“Aumento de juros não combate aumento de preços administrados e nem inflação importada”, defende CBIC

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O Banco Central confirmou ontem (04/05) a previsão do mercado e elevou a taxa básica de juros do país para 12,75% ao ano, mais de 10 pontos percentuais desde o início do ano. Essa foi a décima alta consecutiva, que fez com que a da Selic subisse de 11,75% para 12,75% ao ano.

De janeiro de 2021 a maio de 2022, o percentual subiu de 2% para 12,75% ao ano. Pior, segunda a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) deixou a porta aberta para uma nova alta no próximo mês. A projeção é de que a Selic chegue a 13,25% ao ano no final de 2022.

Na avaliação da CBIC, o país está insistindo em um aumento de juros para combater uma inflação com grande componente da oferta e não somente da demanda.  O aumento de preços acontece em nível global. “Aumento de juros não combate aumento de preços administrados e nem inflação importada. Por isso, essas elevações acabam sendo duplamente ineficazes: não baixam os aumentos de preços e ainda prejudicam o dinamismo da economia”, destaca o presidente da entidade, José Carlos Martins.

Fonte: Boletim  CBIC

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