Levantamento do Secovi-SP mostra forte aceleração do mercado entre julho e setembro e reforça aquecimento do setor no interior paulista
Janeiro, 2026 – As vendas de imóveis novos na microrregião de Campinas registraram um salto expressivo no terceiro trimestre de 2025, consolidando a região como um dos mercados imobiliários mais aquecidos do interior de São Paulo. Pesquisa elaborada pelo Secovi-SP, em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, aponta que 3.429 unidades foram comercializadas entre julho e setembro, frente a 2.283 no mesmo período de 2024, o que representa um crescimento de 50,2%.
O avanço nas vendas veio acompanhado de uma forte valorização financeira. O Valor Geral de Vendas (VGV) do trimestre atingiu R$ 1,30 bilhão, ante R$ 923,6 milhões no terceiro trimestre de 2024, evidenciando a intensificação da demanda por imóveis novos na região.
No acumulado de janeiro a setembro de 2025, a microrregião contabilizou 10.475 imóveis vendidos, contra 8.406 unidades no mesmo período do ano passado, um aumento de 24,6%. Já o VGV total avançou 25,3%, passando de R$ 3,70 bilhões em 2024 para R$ 4,64 bilhões em 2025.
Apesar do desempenho positivo nas vendas, o levantamento acende um alerta em relação à oferta. Os lançamentos cresceram 18,7% no terceiro trimestre, com 3.074 novas unidades, frente a 2.590 em 2024. No entanto, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, houve queda de 12%, totalizando 8.693 lançamentos, contra 9.882 no mesmo período do ano anterior.
Para a diretora da Regional do Secovi-SP em Campinas, Kelma Camargo, o ritmo acelerado de vendas pode trazer desafios nos próximos ciclos. “O mercado respondeu muito bem no terceiro trimestre, impulsionado por uma oferta ainda consistente. Porém, a redução nos lançamentos pode impactar a disponibilidade de imóveis em 2026. A definição da outorga onerosa pela Prefeitura será fundamental para garantir equilíbrio entre demanda e oferta”, avalia.
A microrregião de Campinas é formada pelos municípios de Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Sumaré, Valinhos e Bragança Paulista. A pesquisa integra o levantamento do Mercado Imobiliário do Interior, da Baixada Santista e da Região Metropolitana de São Paulo, que analisa indicadores de 41 cidades paulistas, como vendas, lançamentos, estoque e valor do metro quadrado.



