2018, o ano das fontes renováveis. Energia Solar e Eólica lideram os investimentos

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Da Redação

Rio, Dezembro, 2017 O ano de 2018 promete ser um ano especial para as fontes renováveis no Brasil. Após os leiloes realizados pelo Ministério de Minas e Energia, nos dias 18 e 20 de dezembro respectivamente comprovou-se que a pujança do setor é enorme. O governo federal espera um investimento na ordem de 4,29 bilhões de reais a partir do Leilão de Geração de Energia “A-4”.

Divulgação

No leilão do dia 20, o governo arrecadou 14 bilhões. Este teve como foco a Geração de Energia “A-6”, resultou na contratação de 63 projetos de geração de energia elétrica, com capacidade instalada total de 3.841,617 megawatts (MW) de potência. A energia contratada, que totaliza 2.736,6 MW médios, irá suprir a demanda projetada de vinte e cinco concessionárias de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional – SIN para o ano de 2023.

Já no leilão do dia 18, foram contratados vinte projetos de usinas solares fotovoltaicas, somando 790,6 MWp a um preço médio de R$ 145,68 / MWh. A região nordeste, como já se esperava acabou concentrando grande parte dos investimentos. De acordo, com o MMM, as usinas contratadas estão localizadas nos estados de Bahia (4), Espírito Santo (1), Goiás (1), Mato Grosso (1), Pernambuco (5), Piauí (8), Rio Grande do Norte (2) e São Paulo (3).

O MMM ainda informou que também foram contratadas duas usinas de fonte hidrelétrica, uma Central Geradora Hidrelétrica – CGH* e uma Pequena Central Hidrelétrica – PCH**, totalizando 11,5 MW, a um preço médio de R$ 181,63/ MWh. Foi contratado, também, uma usina termelétrica a biomassa (proveniente de bagaço de cana), de 25,0 MW, ao preço de R$ 234,92 / MWh.

No caso especial da energia solar fotovoltaica, duas boas notícias já tinham sido divulgadas antes que beneficiam em muito as construções sustentáveis no Brasil. O Ministério das Cidades passou a incluir no Programa Minha Casa Minha Vida, é a, MRV Engenharia, s construtoras do país, recentemente divulgou que adotará em todas suas novas construções instalações de placas solares.

Para o setor Eólico, Biomassa,  Usinas Termelétricas a gás natural e Pequenas Centrais Hidrelétricas segue os dados do MMM, foram contratadas 49 usinas eólicas em seis estados da região Nordeste, a um preço médio de R$ 98,62 / MWh, um deságio médio de 64,3% para a fonte.

Outro destaque foi a contratação de duas usinas termelétricas a gás natural, totalizando 2.138,9 MW de potência no submercado Sudeste/Centro-Oeste, no estado do Rio de Janeiro. Além de contribuir para a garantia de suprimento energético no centro de carga, as usinas termelétricas complementam as fontes renováveis intermitentes, eólica e solar, melhorando a robustez do sistema.

Também foram contratadas seis Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH*, totalizando 139,025 MW, a um preço médio de R$ 219,20/MWh. Além disso, foram contratadas seis usinas termelétricas a biomassa (cinco proveniente de bagaço de cana e uma de cavaco de madeira), totalizando 177,055 MW, contratadas ao preço de R$ 216,82 / MWh.

As 63 usinas contratadas estão localizadas nos estados de Bahia (4), Goiás (1), Maranhão (4), Mato Grosso (1), Minas Gerais (2), Paraíba (9), Paraná (1), Pernambuco (3), Piauí (17), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (12), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2), São Paulo (3).

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, acompanhou o leilão em tempo real e comemorou o resultado com a equipe reunida no MME. Para o ministro, “o resultado dos leilões desta semana é uma prova inequívoca do interesse dos investidores no setor elétrico brasileiro e mais uma demonstração da melhora no ambiente de negócios, tanto no setor de geração como no de transmissão”.

O ministro destacou também que, “com a retomada da economia, o fornecimento de energia para o setor produtivo, o comércio e para todos os demais consumidores brasileiros está garantido, a preços cada vez mais competitivos”.

“Mais do que isso, os investimentos em infraestrutura, com a participação do setor privado, são a mola propulsora da economia em diferentes regiões, gerando milhares de empregos e renda”, concluiu.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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